O ser humano tem na maior das suas vaidades, o julgar do conhecimento, o achar-se superior como forma de se sentir seguro...Apenas tristes, iludidos que têm momentos de lucidez humana e de fel sem tamanho. Ninguém sabe tudo. Não é vergonha ser ignorante, mas sim permanecer na ignorância por escolha, ainda que para alterar isso tenha que se perguntar algo que pareça estúpido aos demais. Estúpidos, naquele momento, são aqueles que perdem tempo a gozar ao invés de ensinar, explicar, diminuir a ignorância de um, usando a sua sabedoria ou conhecimento para aquele que ainda desconhece esses horizontes. A vida, como a natureza tem montanhas, vales e cabe a nós ver para além do horizonte. Vergonha para todos aqueles que se acham superiores e que gozam com as limitações dos outros. Quem lhes garante que com os mesmos conhecimentos, esses supostos burros/ignorantes, não fariam melhor? O conhecimento é de todos. O que se faz com ele, tem o que se lhe diga. O ideal é usá-lo para ajudar os outros. Mas infelizmente há quem o use para artifícies, ou simplesmente fazer pouco do próximo.
O tal suposto ignorante pode ser mestre em outros assuntos em que o superior é agora o burro/ignorante. E esse certamente também não gosta de ser gozado e sente ira quando percebe a gozação. Como diz e bem o ditado popular, "Não faças aos outros aquilo que não queres que façam a ti". O que é óbvio para uns pode não ser para outros. Em suma, ignorância não é sinónimo de burrice. E é triste perceber que há pessoas que para se sentirem bem, têm de diminuir os outros. Isto mostra sim uma grande insegurança por parte dessas pessoas, que a tentam esconder agindo de forma arrogante. Quem é realmente seguro, não exibe, partilha, ensina e acima de tudo não julga saber tudo e bebe toda a aprendizagem que puder durante a vida, pois esta é contínua e infinita.
A todos os que já estiveram dos dois lados da moeda e colocaram um ponto final nesse triste padrão, os meus Parabéns. A quem ainda não se deu conta... está na altura de reflectir nas suas acções e mudar. Nunca é tarde para fazer o que é certo. Todos erramos e todos temos direito de mudar, aprender, de ser melhor ser humano. Todo o tempo que temos serve exactamente para isso, evoluir, recomeçar, redimir.
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