Um dia fui passear e encontrei uma pedra,
A pedra era grande, enorme,
Não conseguia movê-la,
E fiquei triste!
Fiquei ali um tempo, nem sem quanto,
Mas as estações mudaram
Até que de repente, decidi aceitar o facto
E contornei a pedra.
Segui o meu caminho em frente,
Mas a memória da pedra ficou,
De vez em quando lembro-me dela
E volto a ficar triste.
Um dia aprendi algo que me fez lembrar da pedra,
Mas curiosamente a sensação de tristeza diminuiu
Resolvi ir ao sitio onde estava a pedra,
Estava mais pequena, a erosão da vida havia a desgastado.
Percebi então que as estações que ali fiquei, nada resolvi
E todos os pequenos passos que dei e lições que aprendi,
Eu vivi e compreendi que o melhor que fiz foi ter contornado a pedra.
Assim prossegui e com o tempo a pedra foi desaparecendo,
Alterando a sua forma e cores
Foi a vida que aconteceu e pelo caminho a dor que a pedra provocava
foi diminuindo, diminuindo...
Compreendi e aceitei o que me tinha acontecido.
Agradeci aquela pedra,
Pois sem ela nunca teria crescido.
Os caminhos que percorri, o tempo que levei
podia ter sido mais, podia ter sido menos
O certo é que eu saí do lugar
E a pedra ficou lá onde pertence, no passado
Mas a aprendizagem que me trouxe, acompanha-me
Agora quando me lembro da pedra, sorrio
Porque não só a contornei, como a ultrapassei e evolui!
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