Este vazio que ocupa a mente nos torna voláteis!
As incertezas aproveitam e atentam os pensamentos.
Estranhamente ficamos sem resposta, mas os pontos de interrogação, como uma nuvem, envolvem a nossa linha de pensamentos.
Sempre que nos sentimos assim, uma boa solução será avaliarmos o lado bom e o lado mau da situação, pessoa, ou o que for que nos atormenta, colocarmos tudo numa balança e olharmos de frente com mente e coração abertos. A seguir podemos ver o real peso das tormentas e deparamo-nos com uma surpresa, as respostas que procuravámos tornam-se diferentes do que despoletou a semente da dúvida, pois as nossas questões interiores influenciam o dia a dia. As nossas reacções, demasiadas vezes são baseadas no que já passou, foi acumulando e nunca resolvido, por isso surgem as dúvidas, os medos e as inseguranças.
Todos temos os nossos medos e eles muitas vezes nos paralisam, não falamos, guardamos as aflições dentro de nós. De repente somos uma bomba relógio pronta a explodir e a explosão pode-se dar da pior forma e aquilo que era simples de resolver pode se tornar numa batalha completamente desnecessária.
Ouvir o outro, seja que grau tenha de ligação, é necessário e pode evitar a maioria dos nossos problemas. Muitas discussões que temos existem porque não ouvimos o outro, não observamos o outro, não lhe damos a devida atenção. Apesar de a vida ser corrida, se tirarmos cinco minutos, que podem ser preciosos, soluções aparecem ao invés de problemas.
O egoísmo é necessário, para que não sejamos pisados, mas atenção à demasia do mesmo, olhar apenas para o seu umbigo pode deturpar toda a realidade à sua volta. Deixa de conseguir discernir o que realmente é importante para si e para os que o cercam. Temos de reagir a este egoísmo que pode cegar o mais inteligente dos inteligentes e definir as nossas prioridades com moderação e consideração por si e pelos outros.
Se está a sofrer, porque um pensamento o (a) consome, fale, desabafe. Antes da sua certeza sobre a situação, fale com alguém amigo, familiar, psicólogo, quem desejar, muitas vezes alguém que até ali era um estranho em conversas generalizadas pode ajudar. Mas lembre-se, filtre sempre o que lhe é dito e ouça o seu instinto, antes de falar e ou agir. As nossas inseguranças são más conselheiras. Repito, mente e coração abertos é no que devemos nos focar quando analisamos algo que precisamos tomar decisões, mesmo que estas decisões sejam só interiores, para quando e se houver necessidade de confronto respondermos da melhor maneira, procurando sempre ser-se justo e correcto.
Contudo, há que ter atenção ao facto de quando tomamos uma resolução, principalmente se for apenas interior, temos de ter cuidado e nos certificarmos se está verdadeiramente resolvido dentro de nós, pois se deixarmos pontas soltas por negação ou resignação, a tormenta mais cedo ou mais tarde volta ao de cima e de repente o copo pode transbordar e voltar a abrir na nossa alma a ferida que nunca fechou, apenas tinha um remendo que colocámos para podermos prosseguir no momento sem fazermos maiores alaridos da situação. Isto também pode acontecer se estiver numa fase em que o medo e as inseguranças tenham estado a iludi-lo (a) e quando pensamos e repensamos em algo, corremos o risco de pensarmos tanto que até deixa de fazer sentido, por procurarmos a resposta no nosso pior estado possível, ou seja, quando estamos carregados dos tais medos e inseguranças, na maioria das vezes infundadas. Mas até nós vermos isso temos de ter cuidado, para não nos precipitarmos, temos de parar, respirar e reflectir de cabeça fria para chegarmos à conclusão mais justa possível, continuando a sermos fieís à nossa alma. Após a conclusão, temos de pesar o que está deveras resolvido e o que já conseguimos olhar de frente sem a nossa mente pregar-nos partidas, mas também temos de verificar se ficou alguma ponta solta por resolver e compreendermos que não é sozinho (a) que vai conseguir resolver, os elementos que fizerem parte da equação têm a sua cota parte tanto do problema como da solução. Pois por mais que erremos, não erramos sempre sozinhos! Atenção, discernimento, intuição e instinto são os melhores conselheiros para evitarmos dores de cabeça.
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